Uma alimentação saudável pode levar a grandes melhorias na saúde e no bem-estar. No entanto, para algumas pessoas, o foco na alimentação saudável pode se tornar um distúrbio alimentar conhecido como ortorexia. Como outros transtornos alimentares, a ortorexia é uma condição psicológica, e muitas vezes é necessário um plano de tratamento elaborado pelos profissionais de saúde para superá-la.

O que é ortorexia?
A ortorexia, ou ortorexia nervosa, é um distúrbio alimentar que envolve uma obsessão doentia por uma alimentação saudável.
Ao contrário de outros distúrbios alimentares, a ortorexia geralmente gira em torno da qualidade dos alimentos – não da quantidade. Pessoas com ortorexia geralmente não estão focadas na perda de peso.
Em vez disso, elas têm uma fixação extrema pela pureza de seus alimentos, além de uma obsessão pelos benefícios de uma alimentação saudável.
Alguns anos atrás, a ortorexia estava nos holofotes da mídia por causa de Jordan Younger, uma blogueira de sucesso com mais de 70.000 seguidores no Instagram.
Ela chocou a todos ao descrever como sua motivação para se alimentar de forma saudável se tornou obsessiva ao ponto da desnutrição.
A ortorexia está começando a ser reconhecida pela comunidade médica. O termo foi cunhado pela primeira vez em 1997 pelo médico americano Steven Bratman e derivado de “orthos”, que em grego significa “certo”.
O que causa a ortorexia?
Alguém pode começar a fazer mudanças no estilo de vida alterando sua dieta para simplesmente melhorar sua saúde, mas naqueles que desenvolvem ortorexia, esse foco pode se tornar mais extremo.
A pesquisa sobre as causas da ortorexia é escassa, mas tendências obsessivo-compulsivas e distúrbios alimentares anteriores ou atuais são fatores de risco conhecidos.
Outros fatores de risco incluem tendências ao perfeccionismo, alta ansiedade ou necessidade de controle.
Vários estudos também relatam que indivíduos focados na saúde para a carreira podem ter um risco maior de desenvolver ortorexia.
Exemplos frequentes incluem profissionais de saúde, cantores de ópera, bailarinos, músicos de orquestras sinfônicas e atletas. O risco também pode depender da idade, sexo, nível de educação e status socioeconômico.
Quão comum é a ortorexia?
Em alguns casos, pode ser difícil dizer a diferença entre ortorexia e uma preocupação geral com uma alimentação saudável.
Por esse motivo, é difícil determinar o quão comum é a ortorexia. As taxas relatadas nos estudos variam de 6 a 90%. Parte disso também ocorre porque os critérios de diagnóstico não são universalmente acordados.
Além disso, os critérios não avaliam se os comportamentos afetam negativamente a saúde social, física ou mental da pessoa, que são componentes cruciais da ortorexia.
O entusiasmo por uma alimentação saudável só se torna ortorexia quando se transforma em uma obsessão que afeta negativamente a vida cotidiana, como perda extrema de peso ou uma recusa em comer fora com os amigos.
Ao levar em consideração esses efeitos negativos, as taxas de ortorexia caem para menos de 1%, o que é muito mais compatível com as taxas de outros transtornos alimentares.
Como é diagnosticada a ortorexia?
Para tornar mais clara a distinção entre alimentação saudável e ortorexia, Steven Bratman e Thomas Dunn foram coautores de um artigo sobre os seguintes critérios de diagnóstico em duas partes:
1. Foco obsessivo em alimentação saudável
A primeira parte é um foco obsessivo na alimentação saudável, que envolve sofrimento emocional exagerado relacionado às escolhas alimentares. Isso pode incluir o seguinte:
- Comportamentos ou pensamentos. Isso envolve comportamentos compulsivos ou preocupações mentais com escolhas alimentares que promovem a saúde ideal.
- Ansiedade autoimposta. A quebra de regras alimentares autoimpostas pode causar ansiedade, vergonha, medo de doenças, sensação de impureza ou sensações físicas negativas.
- Restrições severas. As restrições alimentares podem aumentar com o tempo e incluir a eliminação de grupos alimentares inteiros e a adição de produtos de detox, jejuns ou ambos.
2. Comportamento que atrapalha a vida cotidiana
A segunda parte é o comportamento compulsivo que impede o cotidiano considerado normal. Isso pode acontecer de qualquer uma das seguintes maneiras:
- Problemas médicos. Isso pode incluir desnutrição, perda severa de peso ou outras complicações médicas.
- Interrupção no estilo de vida. Uma pessoa pode sofrer angústia pessoal ou difícil funcionamento social ou acadêmico devido a crenças ou comportamentos relacionados à alimentação saudável.
- Dependência emocional. Isso inclui quando a imagem corporal, a autoestima, a identidade ou a satisfação dependem excessivamente do cumprimento das regras alimentares autoimpostas.
Efeitos negativos à saúde causados pela ortorexia
As três categorias citadas a seguir geralmente estão relacionadas aos efeitos negativos causados pela ortorexia
1. Efeitos físicos
Embora os estudos sobre ortorexia sejam limitados, é provável que a condição leve a muitas das mesmas complicações médicas associadas a outros distúrbios alimentares.
Por exemplo, uma escassez de nutrientes essenciais causada por uma alimentação restritiva pode resultar em desnutrição, anemia ou uma frequência cardíaca anormalmente lenta.
Problemas de saúde adicionais podem incluir problemas de digestão, desequilíbrios hormonais e eletrólitos, acidose metabólica e comprometimento da saúde óssea.
Essas complicações físicas podem ser fatais e não devem ser subestimadas.
2. Efeitos psicológicos
Indivíduos com ortorexia podem experimentar intensa frustração quando seus hábitos alimentares são interrompidos.
Além disso, gasta-se muito tempo examinando se certos alimentos são “limpos” ou “puros” o suficiente. Isso pode incluir preocupações sobre a exposição a pesticidas, laticínios suplementados com hormônio e sabores ou conservantes artificiais.
Fora das refeições, pode-se gastar tempo extra pesquisando, catalogando, pesando ou medindo alimentos ou planejando refeições futuras.
Pesquisas recentes relatam que essa preocupação contínua com alimentos e saúde está ligada a uma memória de trabalho mais fraca.
Aqueles com ortorexia são menos propensos a ter um bom desempenho em tarefas que exigem habilidades flexíveis de resolução de problemas. Eles também são menos capazes de manter o foco no ambiente ao redor, incluindo as pessoas.
3. Efeitos sociais
Indivíduos com ortorexia não gostam de abandonar o controle quando se trata de comida.
Eles também costumam seguir regras rígidas e autoimpostas, que determinam quais alimentos podem ser combinados em uma sessão ou comidos em determinados momentos do dia.
Tais padrões alimentares rígidos podem tornar desafiador participar de atividades sociais normais que envolvem alimentos, como jantares ou refeições fora.
Além disso, pensamentos intrusivos relacionados à comida e a tendência a considerar seus hábitos alimentares como superiores, podem complicar ainda mais as interações sociais.
Isso pode levar ao isolamento social, o que parece ser comum entre as pessoas que sofrem de ortorexia.
Como superar a ortorexia?
As consequências da ortorexia podem ser tão graves quanto as de outros distúrbios alimentares.
Se não forem tratados, podem resultar em danos irreversíveis à saúde. O primeiro passo para superar a ortorexia é identificar sua presença.
Isso pode ser desafiador, pois os indivíduos que sofrem desse distúrbio geralmente não reconhecem nenhum de seus efeitos negativos sobre a saúde, o bem-estar ou a função social.
Uma vez reconhecido o problema, deve-se procurar ajuda de uma equipe multidisciplinar de profissionais de saúde, como uma que inclua médico, psicólogo e nutricionista.
Os tratamentos comuns incluem prevenção de exposição e resposta, modificação de comportamento, reestruturação cognitiva e várias formas de treinamento de relaxamento.
No entanto, a eficácia desses tratamentos para ortorexia não foi confirmada cientificamente.
Finalmente, a educação sobre informações nutricionais cientificamente válidas também pode ajudar as pessoas com ortorexia a desafiar suas crenças sobre alimentos.
Conteúdo traduzido livremente e adaptado de healthline.
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